Cooperast aprova projeto e amplia atuação de ATER no Território Litoral Sul em parceria com o Governo da Bahia

O Governo do Estado da Bahia, por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (BAHIATER), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), publicou no Diário Oficial do Estado (DOE), deste sábado, 04, o resultado da Chamada Pública de ATER SDR/BAHIATER nº 001/2016, oficializando a Cooperativa de Desenvolvimento Territorial (Cooperast), como vencedora do Edital da BAHIATER para o Território Litoral Sul. A Chamada Pública pretende atender agricultores e agricultoras familiares nos Territórios de Identidade da Bahia, avançando na consolidação de uma série de ações que contribuem para o aperfeiçoamento do Programa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROATER) com vistas à prestação de um serviço de ATER cada vez mais qualificado e adequado a realidade local. A proposta do edital da Bahiater é beneficiar 3.600 famílias da Agricultura Familiar do Litoral Sul, Baixo Sul, Vale do Jiquiriçá, Velho Chico e Bacia do Rio Grande, caracterização definida pela Lei Federal n˚ 11.326, de 24 de julho de 2006, exceto povos e comunidades tradicionais.

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O diretor presidente da Cooperast, Vinícius Monteiro, disse que o Governo do Estado da Bahia é um grande parceiro e que a Cooperast irá honrar esta parceria. “O elo entre as instituições neste momento comprova o aporte técnico da Cooperast em aplicar com solidez os projetos de ATER, mas o próximo passo será, seguramente, avançar nas condições de produção, agregação de valor, investimento em conhecimento e inovação otimizando a logística de escoamento da produção, melhorando o atendimento aos agricultores familiares baianos. Isso, gera desenvolvimento econômico para o litoral”, declarou, tendo destacado a importância da Bahiater na promoção da sustentabilidade das unidades produtivas familiares do estado da Bahia.

Já o diretor executivo da Cooperast e responsável técnico pela elaboração dos projetos, Thiago Guedes, comemorou a publicação destacando que o momento atual é de superar os desafios do campo, principalmente ao se tratar dos protocolos que darão aos agricultores acesso às Políticas Públicas de direito. “É com muita alegria que mais uma vez enfrentaremos os desafios de planejarmos e executarmos ações que ajudarão agricultores familiares à acessarem políticas de beneficiamento através da melhoria dos processos de comunicação, articulação e instrumentalização como o Crédito Rural (Pronaf, Pronaf Agroecologia), mercados institucionais PAA (Programa de Aquisição de Alimento) e PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), PNHR (Programa Nacional de Habitação Rural), Luz para Todos e Água para Todos”, afirmou Thiago, destacando outros pontos de interesse. “A Agroindustrialização, estradas vicinais possíveis de serem transitadas, escola do campo, saúde, DAP ativa e outras estruturas necessárias para ser viável viver com dignidade e qualidade na área rural, produzindo com sustentabilidade a alimentação da população”, finalizou.

De acordo com o Edital, a Chamada objetiva promover a oferta da assistência técnica tomando como foco o desenvolvimento rural sustentável, a superação da pobreza rural, sustentabilidade sócio ambiental e a transição para agroecologia, priorizando as questões de gênero e geração, fundamentada no princípio de que as pessoas são centrais na promoção do desenvolvimento. Nesse sentido, a Cooperast ampliará as ações para os municípios de Itacaré, Canavieiras, Ilhéus e Maraú, além disso, a continuidade do desenvolvimento das ações de ATER em Buerarema, Santa Luzia, Una e Uruçuca pelo Projeto de ATER Sustentabilidade aprovado em 2015 e nos municípios de Mascote, Camacan, São José da Vitória, Jussari, Itabuna e Arataca por meio do Projeto aprovado em 2012.

Inclusão socioprodutiva de 720 famílias

O projeto será executado em 36 meses e contemplará 720 famílias de agricultores familiares beneficiários do projeto, incluídas sócio produtivamente, por meio de uma proposta de transição agroecológica, a partir do planejamento, organização e estruturação das Unidades Produtivas Familiares (UPFs), com melhoria dos processos de diversificação da produção, aumento da produtividade e segurança alimentar e nutricional. As atividades previstas permeiam por ações individuais e coletivas, desde as reuniões de articulação com os parceiros, mobilização, seleção das famílias, diagnósticos da UPF, Diagnóstico Comunitário, Planejamento Comunitário, Elaboração do Plano Produtivo Sustentável da UPF e Levantamento para a Regularização Fundiária e Ambiental das UPFs. Além das atividades pré-fixadas, serão desenvolvidas ações de capacitação, troca de saberes de caráter educativo e por meio de metodologias participativas e práticas com os agricultores das comunidades envolvidas. Com isso, o trabalho técnico objetiva aumentar a renda através da comercialização dos produtos da agricultura familiar e admissão às políticas públicas para geração de novas rendas, trabalho e bens básicos para a melhoria das condições materiais das famílias.

A proposta contou com o apoio por meio de carta de parceria ao projeto do Colegiado Territorial Litoral Sul, Instituto Biofábrica de Cacau, Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), IF Baiano, AMURC e do Grupo de Pesquisa TECLIM – Produção Limpa, Gestão e Consumo Sustentável da UFSB, demonstrando sinergia e articulação com instituições relevantes que atuam na pauta do desenvolvimento territorial.